* Olhar desatento, sem ver nada, úmido, espiando e procurando por razões do lado de dentro.
Sem pedir permissão a sua dona, eles mantiveram-se assim. Eu poria esses traços inteiros
tatuados em um lugar reservado, e faria desse teu silêncio o motivo d'eu querer ficar sempre
mais. Te entenderia, mesmo sem compreender, e pertencerias aos meus sorrisos radiantes
de felicidade.
* Todo esse pacote, tu arranca-me numa falta de atitude, quando me engradece, me inspira,
me faz acreditar que a normalidade chegou pra ficar, e horas depois aparece sem trazer nos
braços nem que seja um abraço, na boca palavras indiferentes, que me proíbo debater.
Como se em ti ou em mim ainda reinasse o espírito do desconhecido, e meu foco mantem-se
todo no esforço de consentir com um balançar de cabeça, tentando ser convincente, relutando
contra o turbilhão de ideias, que me indicavam levantar e sair dali o caminho seguro. Mas
não, essa seria minha saída da guerra , uma fuga indiscreta, e nesse conflito, a vitória fica
com quem mais se arrisca e menos sente (tecnicamente já havia um resultado).
* Tu me pusestes numa indecisão cruel, pessoas assim deveriam ter consigo uma placa
informando extrema incoerência. No entanto tenho um ponto de interrogação na frente do
nariz, que me faz patética, confusa e de mãos amarradas, querendo que no amanhã tu venhas
com algumas palavras significantes, esquecendo novamente que esse é mais um sinal de
derrota.
(17-02-2012)
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